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CONSEA-MA visita aldeia de índios Krenyê

A presidente do CONSEA-MA, Concita da Pindoba, junto com técnica administrativa, Alexandrina Veras Aguiar, visitou a aldeia de índios Krenyê. Os índios ocuparam a fazenda Vão do Chapéu. Havia uma liminar da Justiça para que a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) comprasse a fazenda, mas a compra não foi efetivada. Dessa forma, os indígenas resolveram ocupar a fazenda na eminência de construir um novo território.  O governo do Estado do Maranhão enviou representantes da Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular – SEDIHPOP para realizar um levantamento da situação dos indígenas.

“Fomos realizar levantamento de como eles estavam vivendo, quais eram suas necessidades e quais encaminhamentos do governo do Estado por meio das secretarias. Apesar de o território ser grande, ter espaço para caça e plantio, ainda faltavam elementos básicos, como água, energia elétrica, sementes e equipamentos agrícolas. Saímos de lá com estes encaminhamentos de produzir recomendações e encaminhar para as secretarias”, disse Concita da Pindoba.

Cansados de esperar pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), o povo  Krenyê, no Maranhão, ocuparam no dia 23 de fevereiro, cerca de 8 mil hectares localizados no município de Tuntum. A terra é pleiteada pelos indígenas desde quando foi concluída a vistoria da área pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e liberada para compra. Entretanto, a FUNAI não executou a última etapa, que consiste simplesmente na liberação da verba. “A FUNAI fez um compromisso e não cumpriu. Se a gente tivesse esperado, a gente teria morrido. Nós não precisamos de cesta básica. A gente precisa da terra. Esse pensamento de ocupar é porque a gente não suporta mais. São 80 anos de perambulação em outras comunidades, em outros territórios. A FUNAI sabe que a gente existe”, conta Côr-teteto Krenyê, liderança do povo.

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